BIG DATA E O FUTURO DO SETOR DE COMPRAS

  24/01/2018 - Por : -

As empresas precisam cada vez mais de informações e dados para tomar decisões acertadas e estratégicas. Essa revolução é proporcionada principalmente pelo Big Data, ferramenta que facilita a coleta de um grande volume de dados, que podem ser estruturados ou não estruturados.

Essa questão impacta diretamente o setor de Compras. Afinal, há mais dados sobre gastos, fornecedores e processos. Esses elementos fazem com que a equipe da área consiga analisar informações de maneira mais ampla, efetiva e visível.

Porém, quais são as reais transformações dessa ferramenta para o setor de Compras? Veja, a seguir, neste post. Vamos lá?

O cenário do setor de Compras com o Big Data

Essa ferramenta que facilita a coleta e até mesmo a análise de dados modifica o contexto atual da área de Compras. O conhecimento obtido permite que os gestores tomem decisões com mais credibilidade e sejam capazes de implementar atividades diferenciadas, que vêm ao encontro das necessidades atuais.

As discussões, por exemplo, passam a ser embasadas por inteligência conquistada praticamente em tempo real, medida que impacta especialmente os problemas críticos do negócio.

No entanto, esse cenário também auxilia os Chief Officer Procurement (CPOs) a agregarem valor operacional e a terem um papel mais relevante na formatação e evolução da estratégia empresarial.

Porém, essa mudança que segue a análise dirigida pelos dados também modifica as funções e cargos existentes.

Como se preparar para o futuro

Os gestores de Compras precisam ter certeza de que possuem os recursos humanos necessários para comparar, analisar e interpretar o grande volume de informações disponível. Lembre-se também de que os dados podem estar estruturados ou não — situação que dificulta a avaliação.

Nesse cenário existem algumas discussões sobre a possibilidade de contratar profissionais juniores, o que poderia diminuir as operações offshore. Porém, isso não significa que o Big Data interromperá a completamente a entrada para as Compras, mas sim que a rotina para a liderança deve ser modificada.

Na prática, o que ocorre é que os papéis mudam constantemente — e isso não quer dizer que sejam reduzidos. Afinal, a demanda por competências básicas sempre existirá. Nesse contexto as equipes de Compras aumentam a sua procura por candidatos com capacidade de análise e comerciais.

O ideal é que esses profissionais atuam como facilitadores de negócios. É assim que a empresa ganha mais credibilidade e responsabilidade no gerenciamento de riscos.

O resultado dessa situação é uma modificação muito visível e dinâmica das equipes de Compras tradicionais, o que leva à necessidade de cruzar as informações de outras disciplinas. Ultrapassa-se, portanto, a ideia de adotar apenas as funções sobrepostas, como a de Vendas.

Dois especialistas que ajudam significativamente a área de Compras são os gerentes de projetos comerciais e os gestores de TI. Os primeiros contribuem por terem muita experiência analítica, comercial e com o ato de lidar com diferentes culturas e setores de negócio.

Os segundos colaboram por fornecerem suporte às atividades e colocarem em prática o Big Data. É uma forma de agregar valor por meio da inovação na TI.

Em suma, tudo se resume a oportunidades — e isso começa com o Big Data. Esse é o período de mudanças, desenvolvimento e inovação. Em todos os casos, o gestor de Compras é responsável por analisar a informação e contratar talentos que atendam às expectativas.

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