CUSTOS LOGÍSTICOS NO TRANSPORTE RODOVIÁRIO: QUAIS SÃO E COMO OTIMIZÁ-LOS?

  15/09/2017 - Por : -

O Brasil tem 1,7 milhão de quilômetros de estradas. No entanto, somente 13%, o que representa 221,82 mil quilômetros estão asfaltados.

Esse cenário é ruim, mas se torna ainda pior quando pensamos nos custos logísticos que incidem sobre as empresas.

Os dados relativos às estradas são do Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (Dnit), divulgados pelo Terra.

A mesma matéria indica que aproximadamente 70% da carga transportada em território brasileiro ocorre pelas rodovias.

Em dados absolutos, o total chega a 1,064 bilhão de toneladas por quilômetro.

O que isso significa?

As organizações precisam arcar com um custo muito alto para o transporte. Esse cenário chega a encarecer o processo em até 50%.

Por isso, é importante conhecer esse cenário para tentar solucioná-los, pelo menos em partes.

A ideia é compreender que esse cenário impacta o preço final das mercadorias, o que exige um melhor gerenciamento e a otimização dos custos para que o caixa não tenha resultados negativos.

Então, que tal entender esse cenário e ver o que pode ser feito na sua empresa? Continue lendo!

Os custos logísticos no transporte rodoviário

Esse processo sofre impactos de diferentes fatores.

Os principais são:

Custos de transferência, coleta e entrega

Esses valores podem ser categorizados de duas formas. Se forem fixos, significa que não há variação conforme a distância percorrida.

Ou seja, mesmo que o veículo fique parado, esses custos incidem e devem ser calculados mensalmente.

Alguns exemplos de custos fixos são: licenciamento, salário do motorista, seguro, reposição do veículo e remuneração do capital empatado.

No entanto, os custos também podem ser classificados como variáveis, ou seja, são aqueles que se modificam conforme o espaço percorrido.

Nesse caso, alguns exemplos são os gastos com peças de manutenção, acessórios, lubrificantes, recauchutagens, combustível e pneus.

Despesas indiretas

Esses são os gastos administrativos que estão relacionados indiretamente à operação dos veículos. Por isso, sua variação ocorre de acordo com a carga movimentada.

As despesas indiretas podem ser categorizadas em encargos e salários de funcionários que não são da produção e valores necessários para a manutenção do funcionamento da empresa.

No primeiro caso, alguns exemplos são os colaboradores das áreas administrativa, de vendas ou comercial. No segundo, os impostos e aluguel.

Custos relacionados ao valor

Esses são gastos necessários ao gerenciamento dos riscos de acidentes, avarias e roubos.

Há dois grupos principais:

  • frete valor, que é relativo à gestão do risco de acidentes e avarias. Esse item abrange diversos elementos, como segurança interna, administração de seguros, indenização por extravios, riscos, perdas e danos não cobertos por seguro;
  • custos de gerenciamento de risco de roubos, cuja sigla é GRIS. É referente à segurança da carga e abrange salários, seguro facultativo, gastos operacionais (por exemplo: bilhetagem e escoltas) e investimentos (como a reposição de equipamentos e sistemas de rastreio).

Demais custos

Esses gastos são aqueles que não se referem ao peso ou volume da carga.

Os principais são:

  • custo de permanência da carga: ocorre devido à necessidade de armazenamento após o quinto dia útil;
  • custo de cubagem: incide devido às cargas de baixo peso que lotam o veículo antes do seu limite máximo;
  • custo de devolução de mercadorias: surge quando o produto retorna ao destinatário;
  • reentrega e segunda e terceira entregas: incidem quando é preciso fazer novas tentativas de entrega;
  • custo de estadia do veículo: ocorre nos casos em que o veículo fica parado durante muito tempo;
  • custo de administração da Secretaria de Estado da Fazenda (Sefaz): são gerados conforme os procedimentos adotados e costumam ser invisíveis. Há um ressarcimento dos transportadores pela Taxa de Administração da Sefaz (TAS);
  • custo de dificuldade de entrega: surge quando a entrega ao comprador é difícil;
  • custos de restrições ao trânsito: são cobrados nos casos em que a circulação de veículos ou as atividades de carga e descarga são limitadas.

A redução dos custos logísticos

Os gastos logísticos nem sempre podem ser otimizados e reduzidos, mas há algumas ideias que ajudam a alcançar esse objetivo.

Para isso, é preciso criar um plano de ação a partir das seguintes etapas:

Mapeamento dos processos

A finalidade é analisar as atividades e verificar como elas podem ser melhoradas e padronizadas.

Assim, as rotinas produtivas se tornam mais eficientes, sem restrições e gargalos.

Esse planejamento deve ser revisado frequentemente para encontrar novos métodos e aprimorar os processos.

Automatização das tarefas

As atividades que podem ser automatizadas devem passar por esse processo para evitar retrabalhos e erros, que ocasionam a elevação de gastos.

Com o uso dos sistemas para as tarefas operacionais, os colaboradores podem focar ações estratégicas.

Uso de sistemas integrados

Os softwares permitem acessar rapidamente um grande volume de dados e fazer um acompanhamento em tempo real.

Com isso, tem-se acesso a uma informação atualizada e qualificada que subsidia a tomada de decisão.

A integração dos sistemas ainda evita dados duplicados, erros, perdas e desencontros. Ao mesmo tempo, eleva a eficiência e a visibilidade das tarefas.

Assim, pode-se controlar melhor o estoque, fazer uma previsão de demanda mais eficiente, monitorar indicadores de performance e estudar as melhores rotas de distribuição.

Mantenha um bom relacionamento com os fornecedores

Esses parceiros ajudam a manter a qualidade de seus produtos e serviços, além de entregar as mercadorias no prazo e com um bom custo-benefício.

Por isso, indica-se o uso de sistemas de e-procurement, como o da IBID, que possibilita encontrar os melhores fornecedores, automatizar o fechamento de contratos e aprimorar as negociações.

O software ainda garante outras vantagens, como melhores condições de pagamento, descontos e envios mais ágeis.

Adote boas estratégias de distribuição, armazenagem e controle de estoque

O estoque e as vendas precisam estar equilibrados para evitar o acesso de produtos armazenados (que aumentam os custos) e a perda de oportunidades.

O acompanhamento pode ser feito por sistemas tecnológicos e monitoramento de indicadores, que ajudam a delinear estratégias apropriadas.

Por exemplo: o cross docking ajuda a trabalhar com estoque mínimo.

Entendeu como os custos logísticos impactam a sua empresa e de que forma você pode otimizá-los?

Então, aplique as dicas que repassamos e veja seus resultados melhorarem.

Além disso, entre em contato conosco para ver como um software de e-procurement pode auxiliar as suas rotinas produtivas.

Avalie esse Post

CUSTOS LOGÍSTICOS NO TRANSPORTE RODOVIÁRIO: QUAIS SÃO E COMO OTIMIZÁ-LOS?
4.7 (93.13%) 32 votes